A Tal Questão de Resiliência

Gosto de falar, de trocar experiências, de saber sobre a essência das coisas, principalmente das pessoas. Quando surgiu a oportunidade de escrever para esse grupo de leitores, provavelmente mulheres empreendedoras, fiquei super animada e pensei comigo mesmo: “Mas, o que eu tenho para falar que vai interessar aos outros?”

Na minha cabeça pisciana (com ascendente em sagitário) já veio logo um roteiro elaborado, digno de novela mexicana, e foi quando me dei conta que suspense, drama, amor e (especialmente) as reviravoltas dos enredos, acontecem na vida de todo empreendedor, ou seja, é só começar a contar! =)

Então, hoje vou contar sobre o (looongo) episódio em que resisti, por quase dois anos, às mudanças e altos e baixos da Me Voy, minha marca de moda feminina, até que ela começasse a trazer resultados financeiros. Veja bem: financeiros. Pois resultados de reconhecimento de marca, de satisfação pessoal, de reunião de pessoas muito legais, etc, já vinham acontecendo há bastante tempo.

Nunca antes, na minha trajetória profissional, fui tão resiliente e persistente em um negócio. Houveram noites em que ía dormir aos prantos, literalmente, achando que minha primeira ação do dia seguinte seria encerrar a empresa, na realidade, eu acordava pensando “Bom, o que vou fazer hoje para a Me Voy dar certo?”. Sou formada em Administração e tenho um mestrado em Design, o que representa algumas horas de leitura e de troca entre profissionais e colegas. De fato, a literatura sempre me trouxe a tal questão da resiliência, quando se fala em empreendedorismo e gestão e negócios, e com base nela eu tento entender o que me fez resistir, tanto tempo, sem ganhar nenhum R$1 da empresa. O fator que mais grita nessa história toda é o significado. O que a Me Voy significa pra mim: meu estilo de vida, de ver as coisas, de compartilhar minhas ideias; e meus amigos, quando a gente significa algo, isso tem um poder sem tamanho.

Lógico, né gente, que persistir em um negócio e insistir em um erro tem um linha super tênue separando (e eu ainda tô caminhando nela…). Mas, eu realmente acredito que, quando vem lá da essência, o drive de continuar, de carregar o que tiver pela frente junto, dificilmente é um erro, só precisa de ajustes.

Bom, resolvi contar essa parte do meu enredo, para que talvez, você aí do outro lado lendo, tenha algum estalo do tipo: “Nossa, mas isso que eu acordo todo dia pra fazer não tem nada a ver comigo…”; ou do tipo: “Caramba, ela também ficou muito tempo sem ganhar grana, até as coisas começarem a melhorar!”; ou então: “Quê que é resiliência mesmo?… Google…”.

 

Por Natália Braulio

A Natália é Mestre em Design pela UniRitter, administradora, professora universitária na FTEC, empreendedora (incontrolável) e gestora no segmento de Moda através da Me Voy Lifestyle. Gosta mesmo é de conectar pessoas e ideias, mantendo a produção da sua marca toda própria.

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