O PODER DA REDE

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Esse é um texto sobre redes de relacionamento. Vamos falar sobre o digital? Claro! E que tal pensarmos no digital como ferramenta e levar a sério as interações humanas também?

Eu conheço muita gente. Essa é uma frase comum que uso para explicar às pessoas os motivos do meu celular sempre apitando. Ou os tantos beijos que ganho pelo caminho quando ando pela rua. É uma festa!

Importante destacar: escrevo este texto em primeira pessoa para me aproximar de você. Vai que eu ainda não te conheça…

Conversar com qualquer pessoa é fácil para quem cresceu em uma família bem despachada. Tive bons exemplos em casa do quanto é bom receber um sorriso e agradecimento depois de ajudar um desconhecido. Meu avó materno vendia parte da produção da lavoura entre os vizinhos da minha mãe e tias. Ele sorria e falava com as pessoas, abertamente, enquanto separava as espigas de milho. Minha Tia Lena conversa até com as portas lá no Alegrete. Natural que me considere muito sortuda por ter essa genética e essas lembranças.

E quem não tem memórias assim ou genes tagarelas, como faz? Minha dica: construa relações da mesma forma! Não faça disso uma obrigação, mas divirta-se com novos laços e histórias. Em tempos de redes sociais, as conexões foi ampliadas enormemente. Estima-se que hoje temos mais conhecidos no Facebook do que uma pessoa da Idade Média teria por uma vida toda. É quase uma obrigação moral fazer uso desses contatos e se relacionar com eles. Nos meus tempos de executiva, aprendi a pegar cartões das pessoas e anotar alguma referência neles para puxar assunto depois. Faço isso até hoje. Nunca fui mal interpretada. Ao contrário, tenho bons amigos por conta da troca de dicas. Formei redes!

Crianças tendem a fazer amigos em qualquer lugar. Penso que fazem isso por um simples motivo: elas têm um objetivo claro. Toda a criança que se aproxima de outra quer brincar. Um objetivo fofo e bem definido, certo? Isso facilita o processo, mas não é tudo. Crianças, via de regra, não têm 50 mil cartões de contatos salvos no iPhone. Adultos podem ter e não se beneficiam disso. Veja, quando falo em benefício, não falo de interesse puro e simples. Falo de relações de verdade. De passar pelo contato na rua, reconhecê-lo e dizer: “Oi, tudo bem contigo?”. Me refiro ao manter a sua net (seja network, netlove ou o que for) viva e disponível.

Nos eventos em que participa, com quantas pessoas você costuma conversar? E desse número, quantas já eram conhecidas suas? Vale pensar sobre isso, minha gente! Como já não sou criança, visto meu sorriso e puxo conversa com quem me parece amigável. É incrível como as pessoas são receptivas. Faça o teste. Gentileza e um sorriso são aceitos como boas práticas em quase todo o mundo.

Quando comecei a BValle, ficou evidente que ser uma referência é um baita negócio. E não precisamos ser um Bill Gates. Basta estar na lembrança das pessoas por algum motivo. Na época, eu era uma referência em indicar profissionais para trabalhar. E também em comunicação, já que tinha estudado bastante e passado por muitos lugares com projetos legais. Essas pessoas foram indicando a BValle para outras empresas e, comecei o negócio já com clientes amados. Mostra-se aí o poder da rede em sua plenitude! As pessoas ficam felizes em ajudar, acredite. Principalmente, se você já a ajudou em outro momento. Se chama retribuição. É troca. É grátis. É o que faz o mundo ser melhor.

E quais são as suas rotina de relacionamento? Olhar o feed do Instagram e curtir meia dúzia de fotos não vale, ok? Comente os posts e stories com o coração aberto. Seja de verdade! Nesse mundo tão visual e corrido, as interações são cada vez mais raras. Falar com o motorista do Uber pode te render uma ideia. Uma mensagem de voz convidando a amiga para um cafézinho pode ser o embrião de uma parceria e tanto (vide BValle e NAU25). Resgate o humano que há em você e use todo esse mecanismo complexo, desenvolvido em milênios de jornada evolutiva: a comunicação! Garanto que suas redes serão poderosas e sua vida mais bacana.

Depois me manda um whats contando como foi! 😉

Beatriz Valle é gestora da BValle e acredita no poder das boas histórias escritas todos os dias por cada um de nós.

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